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6 de abril de 2006

Linguagem de programação: qual a melhor?
Mário Leite *

A pergunta mais óbvia que o iniciante em programação tem que responder a ele mesmo é: Qual linguagem devo usar? Escolher uma linguagem de programação nem sempre é um processo tranqüilo, face a grande variedade existente. Para responder essa pergunta, é preciso analisar dois itens fundamentais: a natureza do problema a ser resolvido e a disponibilidade ou não do tradutor para a linguagem a ser usada.

Primeiramente, é preciso ter em mente que o computador é uma máquina utilizada para automatizar a solução do problema e não ser a solução em si. Por isso, antes de usá-lo, é necessário ter total domínio e conhecimento sobre a aplicação a ser desenvolvida (por exemplo, antes de programar um game, deve-se pensar em todas as regras e exceções; o mesmo vale para uma aplicação comercial ou científica). Quando esse aspecto do projeto estiver resolvido, aí sim o computador poderá ser empregado de maneira adequada, auxiliando no processo de maneira mais rápida e eficiente.

Então, voltando ao primeiro item da questão colocada inicialmente, é preciso conhecer a aplicação a ser desenvolvida para escolher a linguagem adequada. Embora a elaboração de um programa consista, em última instância, numa seqüência lógica de instruções que levam à solução do problema, o fato de dispor de uma linguagem de programação com estruturas adequadas às formulações lógicas propostas tornará o trabalho de programação mais fácil e mais eficiente.

Desse modo, o primeiro item que deveria nortear a escolha de uma linguagem, acaba, infelizmente, cedendo lugar à realidade do item dois - que diz respeito às qualidades e características da linguagem considerada.

Vejamos o seguinte: ao escolher uma linguagem baseada apenas no critério de conhecimento da aplicação, poderia ser notado a posteriori que tal linguagem idealizada não existe ou não está instalada no computador em questão. Assim, poderia ser necessário algum investimento, o que inviabilizaria um projeto por motivos econômicos, e a opção seria o desenvolvimento numa linguagem disponível, mas não aconselhável.

Existem os casos em que a linguagem é determinada à priori, seja pelo fato de se dispor de programadores que só conhecem essa linguagem ou mesmo pela intransigência do chefe que assim determina. Querem um exemplo? Pois tentem desenvolver uma aplicação acessando um banco de dados, utilizando o Pascal! Mas poderia ser pior: imaginem se o chefe fosse daqueles apegados à idéia de que o C pode tudo e obrigasse os programadores a usarem essa linguagem! Não seria melhor utilizar uma linguagem que trabalhasse diretamente com um SGBD?

Atualmente, as linguagens mais usadas para desenvolvimento de aplicações são Visual Basic, Delphi e Java, além das linguagens destinadas a produzir aplicações para a Internet. Todas elas são consideradas Linguagens de Alto Nível (em particular Visual Basic e Delphi, consideradas também ferramentas RAD). De qualquer forma, seja qualquer linguagem, ela tem, evidentemente, que possuir um tradutor do código-fonte para a linguagem de máquina, que é a utilizada efetivamente pelo computador.

Esse tradutor pode ser de dois tipos: Interpretador ou Compilador. Quando se diz que uma linguagem está disponível para um computador, estamos dizendo que existe um programa tradutor dessa linguagem. Desse modo, surge uma outra questão a ser analisada: qual dos dois tipos de tradutor é o mais indicado?

O Compilador é um programa que gera outro programa em linguagem de máquina a partir da tradução integral do programa-fonte (programa original escrito em Linguagem de Alto Nível), dando como resultado um programa executável, que pode ser carregado diretamente do prompt do sistema operacional ou de uma janela (como no caso do Windows).

Na verdade, após o processo de compilação, normalmente um outro processo se faz necessário: é a Linkedição. Nessa etapa intermediária - que em algumas linguagens é transparente ao usuário - são agregadas algumas funções que estão em bibliotecas, produzindo finalmente o arquivo executável do programa, com extensão .exe.

Já o Interpretador faz a leitura/tradução/execução (nesta ordem) de cada linha do programa-fonte, permitindo ao programador saber, de imediato, se determinada instrução é válida ou não.

A figura abaixo mostra esses dois tipos de tradução: Compilação e Interpretação. Portanto, existem linguagens compiladas e outras interpretadas; existem ainda aquelas que suportam os dois tipos de tradução simultaneamente.



Ainda nesta figura, pode ser notado que existe um tipo de tradução do código-fonte que não gera diretamente código de máquina. Ao invés disso, o que é gerado é um arquivo intermediário composto de bytecodes. Esses bytecodes são produtos resultantes da compilação, mas que ainda serão interpretados por uma máquina virtual para, finalmente, executar o programa. Um exemplo desse tipo de tradução é o utilizado pela linguagem Java, onde o arquivo contendo os bytecodes tem extensão .class.


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Mário Leite
. Mário Leite
leitemario@bol.com.br
. Mário Leite
Professor de Análise de Sistemas e Linguagem de Programação, graduado e pós-graduado em Engenharia (PUC/RJ), especialista em Análise de Sistemas (CESUMAR – Maringá/PR) e mestre em Engenharia da Produção (UFSC). Autor de livros sobre programação em Delphi e VB

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