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22 de maio de 2001

O design instrucional tem sido apontado como um dos elementos mais importantes no processo de desenvolvimento de projetos de educação à distância. Tenho conversado com alguns especialistas que demonstram preocupação com a dificuldade de incorporar ferramentas síncronas e assíncronas na modelagem de seus cursos, dificuldades com a tutoria e com o feedback para os alunos que estão à distância. Esta preocupação, acredito, é no sentido de relacionar a aquisição de habilidades mentais básicas à aquisição de conhecimento.

Projetos de EAD que visam a construção de conhecimento podem fazer uso do design como ferramenta cognitiva. Este mês, vamos apresentar dois modelos de design instrucional, evidenciando a forma pela qual os autores em EAD podem procurar especificar seus conteúdos.

Um pouco de história

O design instrucional pode ser definido como um ciclo de atividades, um plano geral de curso, incluindo seqüência e estrutura de unidades, os principais métodos a serem usados em cada aula, o grupo de estruturas e, o controle e avaliação do sistema.

Na década de 70, alguns autores acreditavam que o design era essencialmente racional, lógico, um processo seqüencial voltado para a resolução de problemas. Atualmente, vê-se o design como uma atividade compartilhada pela equipe envolvida no processo de geração de ambientes de aprendizagem mediados pela tecnologia, em última análise, a equipe envolvida em educação à distância.

Mas, o que é o design? Se partirmos do princípio que o design é um processo, podemos admitir que são necessários modelos para fornecer procedimentos para produção sistemática de informação, incorporando elementos fundamentais da instrução como análise da população alvo, determinação de objetivos, entre outros procedimentos. Podemos ver estes modelos em um nível macro, onde discute-se um projeto inteiro, ou em nível micro, quando falamos de um curso.

O design tradicional, usualmente, trata o aluno como parte de um conjunto de alunos com condições e limites semelhantes. Alguns modelos adaptativos medem o progresso individual frente a objetivos de aprendizagem, porém esta não é a regra geral. A avaliação assume um objetivo universal para a instrução e mede a capacidade do aluno de alcançar determinado objetivo.


Pág.: 2>>As etapas

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Gilda Helena B. de Campos
. Gilda Helena B. de Campos
gilda@ccead.puc-rio.br
. Gilda Helena B. de Campos
Atua no CCEAD-PUC-Rio, é pesquisadora colaboradora da COPPE/UFRJ, consultora de projetos de EAD e universidades corporativas

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