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9 de novembro de 2001

Analista de Sistemas ou Analista de Negócios?
Eduardo Jorge Lapa Lima *

O avanço tecnológico faz com que muitas profissões tornem-se obsoletas. É o caso de Operadores de micro, Digitadores, Mensageiros e, quem diria, de Analistas de Sistemas. É claro que os avanços tecnológicos não determinam o fim dessas profissões, mas exigem que esses profissionais mudem a forma como trabalham.

Há alguns anos, o Analista de Sistemas era um profissional que apenas desenvolvia aplicações. Depois, passou a se dedicar aos projetos lógicos dos sistemas e atualmente os analistas de sistemas modernos - leia-se Analistas de Negócios – são responsáveis pela automação dos processos das organizações e pelo o uso estratégico das informações.

No passado, analistas de sistemas não se preocupavam em entender de business. Eles se envolviam apenas com questões técnicas e sua grande preocupação era quanto ao hardware e ao software existentes na empresa em que trabalhavam. Mas na década de 90, entender de negócios e, mais especificamente, do negócio da empresa em que se trabalha, passou a ser um aspecto prioritário para uma carreira bem sucedida.

Evolução

Essa mudança aconteceu devido a vários aspectos. O principal deles foi o surgimento de um novo ambiente de negócios, modificado pelo desenvolvimento de tecnologias cada vez mais avançadas. É a evolução dos recursos de Informática: onde havia cérebros eletrônicos, agora há Internet, redes neurais, sistemas inteligentes e por aí adiante.

Se você já atuava na área de TI nas décadas de 70 e 80 deve se lembrar daqueles verdadeiros aquários onde ficava o “cérebro da empresa”, o Centro de Processamento de Dados (CPD). Com o surgimento e a popularização da microinformática, os CPDs foram extintos e as atividades de informática descentralizadas. E este foi o primeiro passo para quebrar a barreira que existia entre o setor de tecnologia e o “resto” da empresa.

Hoje as "jaulas" envidraçadas que separavam os Analistas de Sistemas do resto da organização não existem mais. Com isso, os técnicos tiveram que aprender a se relacionar com as outras áreas da empresa, deixando de lado o mundo tecnológico em que viviam.


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Eduardo Jorge Lapa Lima
. Eduardo Jorge Lapa Lima
eduardo@gastal.com.br
. Eduardo Jorge Lapa Lima
* Gerente de TI da Gastal Chrysler, é graduado em Análise de Sistemas e pós-graduado em Gestão de Negócios e Tecnologia de Informação pela Fundação Getúlio Vargas/RJ

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