Clique!

 
Artigos

5 de março de 2002

Tenho me preocupado com a questão da avaliação nos cursos online. Quando falamos em avaliação, logo penso na avaliação dos cursos, na avaliação da aprendizagem ao longo dos cursos e na avaliação final, que concede o certificado de conclusão ao aluno.

Vimos, em outras colunas, que o ambiente de aprendizagem pode oferecer mecanismos de interação e que estes, em um ambiente de aprendizagem, devem ser orientados para uma mesma finalidade que é a aprendizagem. Acredito que devemos analisar os tipos de interação que podem ser realizadas para, depois, identificar as questões relativas à avaliação.

Diversos autores já identificaram três funções básicas que podem ocorrer nas interações, dependendo do tipo de ambiente planejado (construtivista ou comportamentalista). São elas:

  1. Participação no discurso:


    • Os aprendizes participam da discussão do curso, fixando seus próprios objetivos, resolvendo problemas, procurando e descobrindo sentido para suas ações a fim de construir novas informações, e estabelecendo seus próprios critérios de "sucesso" ;


    • Os aprendizes recebem informações.


  2. Participação nas atividades


    • É estabelecido um ambiente que privilegia a resolução de problemas, onde os aprendizes trabalham em projetos e problemas geradores;


    • O ambiente de aprendizagem é voltado para a formação dos aprendizes. É onde eles realizam exercícios com o intuito de melhorar conhecimentos e habilidade específicas.


  3. Apresentação de trabalhos


    • A interação é voltada para a apresentação de trabalhos e os alunos mostram seu trabalho para o publico inscrito;


    • A interação é voltada para a demonstração da habilidade dos aprendizes em resolver problemas e responder a questões.
A partir da classificação das possíveis interações em um ambiente, podemos pensar em uma avaliação formativa continuada baseada na interatividade. Assim, poderíamos pensar nos seguintes aspectos a serem avaliados e relacionados com a aprendizagem online:
  • Autonomia dos alunos para refletir sobre determinado tema, problematizar, argumentar e enunciar propostas críticas, criativas e alternativas, em qualquer ou todas as modalidades propostas para o trabalho na Web. (Gomez em http://www.abed.org.br/antiga/htdocs/paper)


  • Continuidade e periodicidade das intervenções dos aprendizes;


  • Socialização do conhecimento coletivo articulado em um trabalho de fim de curso.
Também é importante pensarmos na avaliação dos resultados alcançados, pois teremos sempre que atribuir diplomas ou certificados aos aprendizes. Esta é a avaliação somativa que vai refletir-se em três vetores principais: apreciações realizadas pelos professores envolvidos; aplicação de um instrumento de avaliação integrador; e confronto dos resultados obtidos pelos alunos com os objetivos estabelecidos no início do curso.

A avaliação do processo de ensino-aprendizagem é um tema muito delicado, pois possui implicações pedagógicas que ultrapassam os aspectos técnicos e metodológicos e envolve aspectos sociais, éticos e psicológicos. É importante lembrar que o indivíduo que planeja o ambiente, que elabora e/ou implementa um curso online, deve ter clareza do que é avaliar.

A coluna deste mês procurou mostrar a preocupação com a avaliação. Vou refletir um pouco mais e voltar a falar do assunto no próximo mês.


Voltar


Dê sua opinião
O que você achou deste artigo?
Excelente
Bom
Regular
Fraco
E-mail (opcional):

Comentários:


    

 


[ Campus | Jobcenter | Revista TI | Anuncie Aqui | Sobre ]
[ Política de Privacidade ]


©1999 - 2006  TI Master - Seu upgrade profissional.
Todos os direitos reservados, reprodução não autorizada.



Revista TI

Busca por
palavra-chave:




Navegue pela
REVISTA TI


 Ok




Gilda Helena B. de Campos
. Gilda Helena B. de Campos
gilda@ccead.puc-rio.br
. Gilda Helena B. de Campos
Atua no CCEAD-PUC-Rio, é pesquisadora colaboradora da COPPE/UFRJ, consultora de projetos de EAD e universidades corporativas

Mais do mesmo autor
A EAD e o modelo de competências
(24.3.2004)
Relato de uma experiência – Parte II
(3.12.2003)
Relato de uma experiência - Parte I
(25.11.2003)
Estado atual da educação a distância
(20.5.2003)
Mapas conceituais e EAD
(18.3.2003)
A tutoria em cursos a distância via Web
(30.7.2002)
Educação para o trânsito via Web
(11.6.2002)
Requisitos: essência da avaliação em cursos on-line
(16.4.2002)
Como planejar um ambiente em EAD?
(8.1.2002)
Mais sobre o design de projetos de EAD
(21.8.2001)
Modelos para design de projetos de EAD
(22.5.2001)
Como avaliar um software educacional?
(3.4.2001)
O que determina a qualidade de um software educacional?
(28.2.2001)
EAD em 2001: necessidades, notícias e custos
(16.1.2001)
Vantagens, desvantagens e novidades da EAD
(21.11.2000)
Pensando a educação a distância
(29.9.2000)