16 de abril de 2002
Na coluna anterior, procuramos demonstrar três categorias que deveriam ser a base da avaliação da aprendizagem em cursos on-line. São elas: participação no discurso, participação nas atividades e apresentação de trabalhos.
Pensamos, ao longo do mês, a respeito das competências requeridas para que ocorresse efetivamente a avaliação, e chegamos à conclusão de que elas são: autonomia, capacidade de problematização e argumentação, continuidade e periodicidade das intervenções e socialização do conhecimento coletivo.
Consultando a bibliografia específica do domínio de conhecimento em avaliação de aprendizagem assíncrona, portanto, cursos on-line, encontrei uma metodologia proposta por Andriole, baseada em requisitos e na identificação do propósito e na funcionalidades dos mesmos.
Figura 1: Estrutura dos Programas de cursos on-line (Andriole, 2002)
A premissa de Andriole é sustentada pela idéia de que sem requisitos muito bem especificados, sem definições e um design acurado dos cursos não há como desenvolver e nem proceder avaliações. O autor propõe a estrutura apresentada na figura 1 para programas de cursos. Desta forma, requisitos são a essência do programa de cursos on-line.
A análise do requisito de intencionalidade procura identificar as razões pelas quais um curso é oferecido, justifica o tempo despendido, o investimento necessário e como os objetivos vão ser alcançados.
Uma vez que a intencionalidade esteja clarificada e validada pelos pares (professores, técnicos, agentes de decisão), pode-se pensar na análise da funcionalidade.
A funcionalidade aponta para todos os dados que serão necessários para o design didático de um curso. Portanto, a funcionalidade vai referir-se a objetivos do curso, competências dos alunos, formas de interação, estratégias pedagógicas, entre outros. A partir daí, as atividades do curso poderão ser descritas.
Evidentemente, outros requisitos devem ser explicitados a fim de se proceder uma avaliação. Mas estes vão ficar para o próximo mês! Até lá.