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18 de março de 2003

Mapas conceituais são um recurso para a representação do conhecimento. Eles se constituem em uma rede de nós ou links representando conceitos ou objetos conectados por ligações com descritores das relações entre pares e nós.

Os mapas conceituais têm sido utilizados para o mapeamento de conteúdos previstos ou estabelecidos em projetos educacionais e ligados a propostas pedagógicas (Araújo, A M.; Menezes,C; Cury,D. 2002).

Há algum tempo, os mapas conceituais também têm sido utilizados para realizar a avaliação da aprendizagem, pois professores e alunos podem organizar seu trabalho relacionando conceitos, analisando a expertise de conteúdo e evidenciando a forma pela qual a construção do conhecimento foi realizada.

Rede em construção

O mais interessante nisso tudo é a possibilidade da rede de conhecimento ser ampliada a todo momento, na medida em que alunos e/ou professores passem a “conhecer” mais sobre determinado assunto. Desta forma, mapas conceituais podem se constituir em um mecanismo que podemos utilizar para realizar a avaliação da aprendizagem sobre dado tema.

O problema que se coloca é como utilizar os mapas conceituais para a avaliação e como interpretá-los. Vejamos o exemplo a seguir, com um mapa que pretende apresentar conceitos sobre prática educativa.

Mapa conceitual


A figura acima evidencia o que se entende por educação e como compreende-se a prática educativa. Agora, clique no botão “prática educativa” e veja a segunda figura. O que está marcado em cinza é compreendido como “prática educativa”.

O processo de aprendizado

Imaginemos, por exemplo, que um especialista analise este mapa e discorde das ligações realizadas pelo autor do conceito. Ele pode alterar esse mapa e explicar ao autor inicial as razões e as novas ligações realizadas. Supondo que o autor inicial é o aluno e o segundo é o professor, teremos:

  • O aluno evidenciou o que compreendia sobre o tema;


  • O professor analisou seu trabalho, compreendeu seu raciocínio e realizou, colaborativamente, as alterações que julgou necessárias;


  • O aluno, por sua vez, analisa as alterações realizadas pelo professor, concorda ou mesmo discorda e apresenta seus argumentos.
Este é o mecanismo de aprendizagem colaborativa onde o professor agiu como o par mais capaz de seu aluno. Neste momento o professor é o orientador, o colega que conhece mais a temática, favorecendo o crescimento e a construção do conhecimento!

Imaginemos agora, uma outra situação da construção de conhecimento nas empresas. Cada vez mais, verificamos a necessidade da criação de departamentos que tenham uma visão transversal da empresa, buscando informações de diferentes áreas a fim de compor um treinamento, por exemplo.

Diferentes pessoas poderiam estar participando da construção do mapa conceitual com diferentes visões e apontando as mais diversas necessidades dos departamentos envolvidos naquele treinamento. Esta é uma visão colaborativa de trabalho!


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Gilda Helena B. de Campos
. Gilda Helena B. de Campos
gilda@ccead.puc-rio.br
. Gilda Helena B. de Campos
Atua no CCEAD-PUC-Rio, é pesquisadora colaboradora da COPPE/UFRJ, consultora de projetos de EAD e universidades corporativas

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