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Mario Mendes Júnior HardCore por Mario Mendes Júnior 
    

20.3.2008
A NF-e Mercantil impulsiona o mercado de TI

 
Prezados leitores o tema é extremamente complexo e traz consigo uma série de oportunidades de negócio e carreira, que vão desde o desenvolvimento aplicações para suportar toda a demanda tecnológica até consultorias focadas para o cenário fiscal e tributário. A NF-e será obrigatória a partir de 1º de abril, para fabricantes e distribuidores de cigarros; produtores, formuladores, importadores e distribuidores de combustíveis líquidos; e transportadoras e revendedores retalhistas. Em setembro próximo, novos segmentos serão obrigados a adotá-la.

Além dos benefícios mais destacados, como a redução de custos de impressão, preparação para o projeto de livros fiscais eletrônicos (SPED), diminuição do volume de trabalho administrativo e também o de armazenamento de documentos, o cenário atual propicia um forte impulso nos departamentos de tecnologia da informação, pois por mais que o ambiente disponibilizado pela SEFAZ (Secretaria da Fazenda) seja robusto a automatização dos processos de emissão de NF-e de forma integrada com o sistema de faturamento (ERP) faz-se necessário, para que permita a geração de altos volumes de NF-e e assegure o seu alto desempenho e disponibilidade. Aliás, todo o impulso do mercado está girando em torno da automatização dos processos de validação das NF-e geradas junto às SEFAZ, uma vez que a obrigatoriedade exige certificação digital, web services e arquivos XML, tudo isto para que ainda se gere os Documentos Auxiliares das NF-e (DANFE) que é o documento obrigatório para transito das mercadorias.

Não me estenderei muito no conceito da obrigatoriedade, devido estas informações poderem ser facilmente acessadas no portal oficial do Governo Federal (http://www.nfe.fazenda.gov.br/portal/), o foco deste artigo é mostrar os caminhos e oportunidades impulsionadas por este novo mercado.

Há duas formas se desenvolverem soluções de Software para a NF-e, uma delas é rodá-las em um ambiente In-House, isto é, utilizando toda infra-estrutura tecnologia das empresas (cliente), aonde servidores, assinatura eletrônica e certificado para a comunicação com as SEFAZ partiriam de um modelo tradicional de aplicação, agora há uma outra forma muito mais atrativa, o SaaS (Software as a Service) que de acordo com diversos estudos já realizados será forte tendência em um futuro breve no Brasil, no qual podemos citar como exemplo os Estados Unidos aonde à adoção do software como serviço entre as pequenas e médias empresas vem crescendo a passos largos.

A NF-e sendo ofertada como Serviços é uma das grandes oportunidades que as empresas brasileiras produtoras de Softwares possuem para atingirem o tão desejado mercado de clientes SMB (Small Medium Business), pois grande parte dessas empresas não possuem ERPs de grife, tais como: SAP, JD Edwards, Microsiga, entre outros e tão pouco infra-estrutura adequada em seu Data Center para suportar toda demanda de produção e segurança.

Os desenvolvedores e os provedores, juntos poderão ser responsáveis por receitas recorrentes de longo prazo, uma vez que é possível ofertar pacotes customizados aos clientes por volume médio de emissão de NF-e, isto é, o cliente opta pelo tamanho do pacote e também poderá escolher qual provedor melhor lhe atenderá avaliando o custo e a infra-estrutura contratada.

A NF-e bem como o conceito de Software como Serviços vieram para ficar, agora cabe a nós aproveitarmos as oportunidades e desenvolvermos soluções cada vez mais plug and play para atender o maior número possível de clientes.


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Mario Mendes Júnior
Formação em Ciências da Computação, Especialização em Finanças Operacionais pelo IESE e Gestão Empresarial pela PUC Campinas, é consultor, empresário e gestor de tecnologia.
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