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Os reality shows têm sido o maior sucesso da televisão nos últimos tempos. Para alguns, é uma grande perda de tempo. Para outros, é diversão na certa. Na última vez que estive na Europa, no ano passado, tive a oportunidade de assistir ao Grande Frattelo, a versão italiana do Big Brother, bem antes do seu lançamento no Brasil.
Mas não são todos que sabem a origem do nome Big Brother. Em 1948, George Orwell escreveu um livro chamado 1984, falando de um mundo dominado pelo socialismo stalinista onde o Estado controla tudo e todos, e nada é de ninguém, mas tudo é de todos. No seu universo, existem câmeras em todos os cômodos das casas, com o intuito de vigiar consciências; e quem controla tudo isso é o "Grande Irmão".
É uma idéia tenebrosa, que muitos deixariam de lado. Mas alguém lá na Holanda, na sede da Endemol (empresa de TV), teve a inspiração de transformar aquela idéia maluca em um programa, que por sinal é sinônimo de sucesso. E George Orwell nem chegou a viver para ver o que fizeram de sua idéia: ele morreu no dia 21 de janeiro de 1950, em Londres.
Coragem para realizar
Vivemos a era das idéias. Existe um novo tipo de riqueza das organizações, chamado de capital intelectual, o capital que está na cabeça das pessoas proveniente do trabalho e da criação. Existem empresas que premiam os funcionários mais criativos e outras que criam programas de incentivo às melhores idéias.
E, na nossa área, a de TI, as idéias surgem como uma epidemia. Seja para melhorar algum processo ou incrementar recursos. Diariamente, imaginamos soluções para os problemas de nossas empresas e de nossos clientes, desde as mais simples até as mais complexas. O difícil tem sido encontrar alguém que arregace as mangas e ponha a mão na massa para colocar em prática o que foi pensado.
As pessoas costumam desistir de colocar idéias em prática porque começam a ver que as coisas não eram tão simples o quanto imaginavam ou porque acham que, no final do túnel, nada terá valido a pena.
Lembro que certa vez, a empresa na qual eu trabalhava decidiu automatizar alguns processos manuais para efeito de segurança e controle. Pois bem, um colega de trabalho resolveu criar seu próprio “sisteminha” para resolver o problema. Puxou a responsabilidade para si e começou a desenvolvê-lo, sem o conhecimento da gerência – ele queria ser mais pró-ativo.
Quando já tinha condições de começar e executá-lo, a empresa resolveu alterar o curso das decisões e deixar de lado aquilo que até então era prioritário. Eu me recordo que ele disse: “Mas agora, qual será a serventia desse projeto?”. Apesar de tudo, conseguimos encontrar um brecha para a implantação desse sistema.
Pág.: 2>>A arte da ´acabativa`
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Trajano Leme Filho
* Analista de sistemas do BankBoston, Administrador de Empresas com pós-graduação em Engenharia da Informação. Autor dos livros "Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas" e "Business Intelligence no Microsoft Excel". Saiba mais
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