Clique!

 
Matérias

21 de julho de 2000

Caçadores de certificações

Qual o limite entre comprovar ao máximo os próprios conhecimentos e atirar para todos os lados? É o velho dilema entre ser um especialista ou saber de tudo um pouco

Por Alessandra Duarte


Fala rápida, ar de quem já sabe a que veio nesta vida. Dalton Gerth tem seis das nove certificações Microsoft e quer mais. Carlos Toscano, mais moderado, possui três da Microsoft e duas da Novell e está em dúvida se vai renovar todas ou concentrar-se em algumas. Pela curiosidade de saber o que leva alguém a buscar com tanto furor uma grande quantidade de títulos - e de saber também se o caminho oposto não seria mais útil - puxamos Gerth, Toscano e mais alguns profissionais para uma conversa.

Físico por formação, 29 anos, Dalton Gerth é analista de sistemas sênior da Atento Call Center, que atende a empresas como Gessy Lever, ZAZ e TV Globo. Começou a se certificar em 1993, época em que, segundo ele, o programa de certificação da Microsoft ainda nem era alvo de tanto interesse.

- Quando passei nas minhas três primeiras provas, de Windows 3.1, NT Server 3.0 e SQLServer 4.2, ainda não "existia" Internet. Naquele tempo, você falava em certificação e a pessoa respondia "ah, tá". Não havia sites nem muito com quem você falar, era você e Deus.



" Quero ser o melhor na minha área, e a única maneira de provar isso é obtendo todos os títulos "


Dalton Gerth, analista de sistemas, 6 títulos da MS


Hoje, 26 exames de certificação depois, os últimos títulos de Dalton são o MCSE (Microsoft Certified Systems Engineer) +Internet, o MCDBA (Microsoft Certified Database Administrator) e o MCP (Microsoft Certified Professional) +Site Building. Uma mistura curiosa, já que reúne três caminhos diferentes no currículo de certificação da companhia: redes, banco de dados e construção de sites. Dalton conta que, segundo a Microsoft, ele é o único profissional no Brasil com esse conjunto de certificações.

- Eu liguei para a Microsoft nos Estados Unidos para saber como tirar a certificação de instrutor, a MCT. Quando viram minha lista de certificações, disseram que não havia ninguém no Brasil com essa combinação.

Segundo um ditado popular, uma história só acontece depois que é contada a alguém. Gerth parece acreditar nisso, porque é um dos criadores do site www.mcpdx.com.br, que contém um ranking não-oficial de profissionais com o maior número de certificações Microsoft. E lá está ele no topo da lista.

O problema é que existem pessoas com mais títulos do que Gerth, alguns até com praticamente todas as certificações da companhia, como é o caso do instrutor José Paulo de Faria. Ele começou a se certificar em 1996 e tem todos os títulos da Microsoft exceto o relacionado a vendas (Sales Specialist). Resta imaginar os critérios de avaliação usados no ranking do site.

Mas por quê?

Afinal, que razão levaria uma pessoa a procurar com tamanha sofreguidão títulos e mais títulos? Ainda mais certificações de caminhos tão diferentes, como é o caso de Gerth e seus certificados nas áreas de bancos de dados, redes e construção de sites. O próprio responde:

- Coloquei na minha cabeça que eu queria tirar todas as certificações possíveis das áreas que me interessavam. Eu acredito que para tudo na vida você tem que ter um objetivo planejado. Quero ser o melhor na minha área, e a única maneira de provar isso é obtendo todos os títulos.

Sobre a variedade de seu perfil, Gerth se compara a um médico com conhecimentos de anestesista, cirurgião e enfermeiro, com toda a auto-suficiência que essa combinação traz.



" O número de certificações depende do objetivo do profissional "


José Paulo de Faria, instrutor, 8 certificações da MS


- Uma empresa precisa de banco de dados, onde entra a certificação MCDBA. Precisa desenvolver páginas, e aí vem a de Site Building. Juntando essas duas coisas, ela vai precisar de conhecimentos de TCP/IP, onde vai estar rodando tudo isso. Então, entra a certificação de Systems Engineer +Internet.

No caso de José Paulo de Faria, sua pilha de canudos da Microsoft é justificada pela vontade de dar aulas. Instrutor autônomo, atualmente ele leciona na Saga, empresa que fornece treinamento e soluções em redes e desenvolvimento Web.

- O número de certificações depende do objetivo do profissional. Geralmente, quem quer dar aula tira um grande número de títulos. Agora, se a pessoa quer trabalhar apenas com banco de dados, por exemplo, não tem problema ele fazer os exames só dessa área – diz Faria.


Pág. 2>> Saber de tudo ou ser um especialista


Voltar


Dê sua opinião
O que você achou desta matéria?
Excelente
Boa
Regular
Fraca
E-mail (opcional):

Comentários:


    



 


[ Campus | Jobcenter | Revista TI | Anuncie Aqui | Sobre ]
[ Política de Privacidade ]


©1999 - 2006  TI Master - Seu upgrade profissional.
Todos os direitos reservados, reprodução não autorizada.



Revista TI

Busca por
palavra-chave:




Navegue pela
REVISTA TI


 Ok




. TI brasileira tipo exportação
Trabalhar fora do Brasil é o sonho de muitos profissionais. Conheça o caso de pessoas que tiveram sucesso e descubra o que é preciso para se dar bem no exterior.
10.9.2010

Outras Matérias
A Copa do Mundo é nossa. E agora?
(20.8.2010)
Aprender a empreender
(16.8.2010)
Quem se anima para trabalhar com 3D?
(28.7.2010)
5 razões para investir na carreira de TV digital
(20.7.2010)
Brasil: A bola da vez em P&D
(14.7.2010)
Gestão de software, uma questão de prioridade
(5.7.2010)
Scrum x retrabalho: o jogo ágil do século!
(28.6.2010)
Profissional Web. Procura-se.
(21.6.2010)
Heróis ou vilões?
(2.6.2010)
Como anda o Mobile Learning no Brasil?
(2.6.2010)
Um hobby promissor
(28.5.2010)
Que tal uma certificação em negócios?
(14.5.2010)
10 previsões para o mercado de TI em 2010
(3.2.2010)
MBC e ABDI oferecem bolsas de estudo para TI
(21.1.2010)
Virtualizar ou não, eis a questão
(15.1.2010)