Clique!

 
Matérias

11 de outubro de 2001

Quantidade = qualidade?

O presidente da Laerte Cordeiro Consultores, Laerte Cordeiro, tem uma opinião bastante radical sobre “colecionadores de cursos”. Para ele, quando o recrutador recebe um currículo com muitos cursos, só é possível chegar a dois tipos de conclusão: ou o profissional se dedica tempo demais a aumentar o currículo – deixando o trabalho de lado – ou ele não aprende nada nos cursos que faz.

- Qualquer uma das posições que o recrutador adote é prejudicial ao candidato. Ninguém quer ter nenhum dos dois tipo de profissional trabalhando para sua empresa – completa.

Para Laerte Cordeiro, cursos de curta duração são indicados para profissionais que atuam nas áreas de consultoria e análise de mercado. Isso porque, segundo ele, esses profissionais precisam de atualização contínua e cursos rápidos são mais eficientes para isso. Para quem trabalha na área de hardware/software, Cordeiro indica cursos longos, que exigem pesquisa e treinamento prático.

Hora H

Mais radical que Cordeiro, a coordenadora da Manager RH, Silmara Valentini, diz que cursos curtos não fazem diferença na hora da seleção. Para ela esses cursos devem ser citados no currículo em um campo separado da “formação acadêmica”. Cursos rápidos, de dois dias a três meses em média, devem ser entrar no currículo como “cursos complementares” ou “outros cursos”.

- Na verdade, se formos analisar somente o currículo daremos mais peso a uma boa graduação e uma boa pós. Não é recomendável citar todos os cursos já feitos. O importante é citar os mais recentes e relevantes. Cursinhos de final de semana só para constar são descartáveis do currículo – revela Valentini.

Para Carlos Vitor Strougo, da Kadan Consultores, hoje em dia, as pessoas estão interessadas em títulos que freqüentemente não dão a formação prometida. Segundo o head-hunter, muitas vezes o profissional termina o curso e não aprendeu nada do que foi prometido. E Strougo alerta que isso não acontece somente com cursos de um dia ou dois.

- Isso é também muito comum em MBAs, aliás, apenas em alguns casos isso não acontece – destaca o head hunter da Kadan Consultores.

Dicas

Para não cometer erros ao apresentar o currículo a um empregador, Aline Zimmerman, da ASAP Executive Recruiters, recomenda que o profissional coloque no currículo informações importantes para o cargo ao qual ele está se candidatando. O segredo é chamar atenção para qualificações que possam fazer a diferença, que possam desempatar uma disputa.

- O profissional não precisa fazer um currículo para cada vaga à qual concorre, não é isso. Ele pode ter um currículo padrão, mas é preciso perceber que dependendo da vaga muitas informações que estão ali podem ser desnecessárias – orienta Aline Zimmerman.

Segundo ela, é importante o profissional ter consciência do perfil da vaga para a qual ele está se candidatando e saber quais são as qualidades que ela exige. Além disso, para a entrevista com o recrutador, é necessário mostrar bons conhecimentos das características da sua área e conhecer o que há de mais moderno.

Ingrid Francischetti, da DMRH, lembra que é importante dar mais destaque a cursos que venham a contar como diferencial para a área para a qual o profissional está se candidatando. Mas isso não significa que é proibido fazer um curso que não seja relacionado à sua área de atuação. O segredo é investir tempo e dinheiro em cursos que possam complementar sua visão e sua carreira. Aline Zimmerman finaliza:

- Conhecimento sempre agrega valor ao profissional, mas é importante ter foco e escolher o que pode ser útil para a carreira. Não adianta fazer um monte de cursos só para ocupar espaço no currículo.


Pág.: 1>>TI + gestão


Voltar


Dê sua opinião
O que você achou desta matéria?
Excelente
Boa
Regular
Fraca
E-mail (opcional):

Comentários:


    



 


[ Campus | Jobcenter | Revista TI | Anuncie Aqui | Sobre ]
[ Política de Privacidade ]


©1999 - 2006  TI Master - Seu upgrade profissional.
Todos os direitos reservados, reprodução não autorizada.



Revista TI

Busca por
palavra-chave:




Navegue pela
REVISTA TI


 Ok




. A Copa do Mundo é nossa. E agora?
Empresas de TI começam a se preparar para a Copa de 2014. É preciso ficar atento às demandas tecnológicas do evento
20.8.2010

Outras Matérias
Aprender a empreender
(16.8.2010)
Quem se anima para trabalhar com 3D?
(28.7.2010)
5 razões para investir na carreira de TV digital
(20.7.2010)
Brasil: A bola da vez em P&D
(14.7.2010)
Gestão de software, uma questão de prioridade
(5.7.2010)
Scrum x retrabalho: o jogo ágil do século!
(28.6.2010)
Profissional Web. Procura-se.
(21.6.2010)
Heróis ou vilões?
(2.6.2010)
Como anda o Mobile Learning no Brasil?
(2.6.2010)
Um hobby promissor
(28.5.2010)
Que tal uma certificação em negócios?
(14.5.2010)
10 previsões para o mercado de TI em 2010
(3.2.2010)
MBC e ABDI oferecem bolsas de estudo para TI
(21.1.2010)
Virtualizar ou não, eis a questão
(15.1.2010)
Proteção e eficácia - benefícios da Virtualização em PMEs
(11.1.2010)