2 de setembro de 2002
Solidariedade em alta
Ações de responsabilidade social já são realidade em grandes empresas. E o envolvimento de funcionários é cada vez maior
Por Alexandre Carvalho
Se lhe perguntarem quais são os principais objetivos de um profissional, provavelmente você responderá o seguinte: bom salário, benefícios, plano de carreira e uma boa aposentadoria. Mas, para muita gente, isso não é suficiente.
Cada vez mais profissionais buscam oportunidades em empresas sólidas e competitivas, mas que também tenham envolvimento com questões sociais. E não são apenas os profissionais que têm tido essa preocupação. Investidores também têm colocado o comprometimento com projetos sociais como elemento diferenciador para selecionar empresas que merecem receber investimentos.
- Os investidores, hoje, têm escolhido empresas que possuem, dentro de sua organização, consciência de cidadania corporativa. Isto acabou fazendo com que muitas delas passassem a realizar esse tipo de trabalho de forma mais séria, com um modelo de gestão adequado à sua participação na sociedade – diz o gerente de Responsabilidade Social da Ford, Hélio Perini.
A serviço da comunidade
Na Ford, o trabalho de responsabilidade social foi implantado no Brasil em 1990; em parte motivado pela visão social de seu fundador, Henry Ford, que por muitos anos mostrou isso em uma frase: “Uma empresa deve viver na comunidade e não da comunidade”.
O modelo da empresa está baseado em dois temas: educação e meio ambiente, sendo este último adotado pela empresa desde a sua fundação, em 1903. A Ford mantém hoje uma parceria com a ONG Conservation International do Brasil, cujo foco é a preservação da Mata Atlântica, do Pantanal e da Amazônia.
- Estamos procurando agregar a essa parceria empresas que sejam líderes em seus segmentos de mercado, e que tenham na harmonia com o meio ambiente uma de suas principais metas – revela Perini.
Não é à toa que a Ford tornou-se a primeira indústria automobilística a ter a certificação ISO 14001 em todas as suas fábricas no mundo. Isso é atribuído às rigorosas normas de controle de matérias-primas e resíduos de suas instalações, visando à preservação da natureza.
Nunca é tarde para aprender
Além disso, a empresa também tem um projeto chamado “Programa Educação Básica”, mantido em parceria com a Fundação Bradesco e o Senai. Os funcionários da Ford têm a oportunidade de dar continuidade a seus estudos, através de cursos de primeiro e segundo graus que a companhia oferece.
A empresa também incentiva a participação de seus funcionários como voluntários a serviço da comunidade, em projetos educacionais. Um deles é o Projeto Meu Guri, mantido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e com apoio financeiro e incentivo da Ford.
Neste projeto, crianças a partir de três anos recebem total assistência em aspectos como moradia e educação. Outra iniciativa da Ford, o projeto MOVA, tem como principal objetivo a educação de jovens e adultos e sua formação como cidadãos.
- Procuramos sempre mostrar aos nossos funcionários que projetos assim funcionam como parte de cada um de nós. Sempre lembramos a eles de que se realmente quisermos uma transformação nesse País, não podemos depender apenas do governo. Temos que fazer a nossa parte – afirma Hélio Perini.