27 de junho de 2003
Bicho tecnológico
Ele foi o responsável pela integração dos sistemas da Brasil Telecom nas dez unidades onde a empresa atua. Conheça o perfil de Waldeck Araujo
Por Marcela Canavarro
Nascido em Salvador, na Bahia, o diretor de Tecnologia da Brasil Telecom, Waldeck Araujo Junior, pode ser chamado, segundo ele mesmo, um "inquieto nato", que sempre buscou uma formação ampla - fator que considera como seu grande trunfo profissional.
Ele é o principal responsável pela integração dos sistemas de telecomunicações dos nove estados atendidos pela Brasil Telecom - além do Distrito Federal - após a privatização do sistema de telefonia no Brasil. Tanta responsabilidade não foi em vão. Pela segunda vez consecutiva, Waldeck Araujo foi eleito pela revista Info como um dos 50 mais importantes profissionais de TI do Brasil.
Foi com muito bom humor que Waldeck Araujo concedeu esta entrevista ao TI Master. Aos 48 anos, ele diz que, apesar de atualmente morar em Brasília, não abre mão dos fins de semana com a família, que continuou morando em Salvador.
Nesta entrevista, ele conta um pouco de sua trajetória pessoal e profissional, como venceu seu principal desafio na Brasil Telecom, o papel de sua família na condução de sua carreira e faz uma projeção do mercado de TI para os próximos anos. Confira.
Como você começou sua vida profissional?
Comecei em 1973, fazendo o curso de Engenharia Elétrica, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Aí passei a gostar de programação e fiquei sabendo que a IBM costumava oferecer treinamentos. Na época, existia a dificuldade de achar profissionais de informática no mercado. Então, a IBM oferecia esses treinamentos justamente para encontrar e formar esses profissionais. Depois, comecei a estagiar na IBM e depois na Companhia Estadual de Processamento de Dados do Estado da Bahia.
Naquela época, era comum as pessoas trabalharem enquanto faziam a faculdade, e em meu segundo ano eu já estava na Coelba (Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia). Fiquei lá durante muito tempo. Em 1979, pedi licença para fazer um mestrado em Informática na PUC-Rio e lá fiz minha dissertação na área de rede de computadores.
E o que você fez depois disso?
Em 1980, voltei a trabalhar na Coelba, assumindo uma divisão de sistemas. Comecei como programador, mas também cheguei a ser supervisor, e em 83, virei adjunto. Em 87, passei a trabalhar na Secretaria de Minas e Energia da Bahia, como gerente de TI, e, dois anos depois, voltei para a Companhia Estadual de Processamento de Dados do Estado da Bahia, desta vez como presidente, onde fiquei até 91. Daí, fui para a Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento).
Nessa época, em 1990, fiz outro mestrado, em Administração, pela UFBA. Concluí todos os créditos, mas acabei não terminando a dissertação. Eu tinha resolvido estudar Administração porque sentia a necessidade de adquirir conhecimentos de relações humanas, pois acho importante uma formação teórica em cima disso.
Fiquei na Embasa até 92, quando saí e criei com mais dois sócios uma integradora de informática, onde fiquei como principal executivo até 2001, quando vim para a Brasil Telecom.