7 de novembro de 2003
TI em grande estilo
Conheça a história da primeira mulher a assumir a presidência do Proderj. Saiba os detalhes de sua bem-sucedida carreira na área de tecnologia
Por Marcela Canavarro
Em 2001, ela tornou-se a primeira mulher a assumir a presidência do Centro de Processamento de Dados do Estado do Rio de Janeiro (Proderj), cargo que voltou a exercer este ano. Recentemente, foi homenageada pela revista "Informática Hoje" com o prêmio Profissional de Tecnologia da Informação, que será entregue em dezembro. Estamos falando de Tereza Porto.
Formada como tecnóloga em Processamento de Dados pela PUC-Rio, com especialização em Banco de Dados e Análise de Sistemas, durante quatro anos Tereza trocou a agitação da grande cidade pela vida no campo, para só depois retornar ao mercado com merecido destaque e sucesso na área de tecnologia. Conheça os detalhes da carreira desta brilhante profissional nesta entrevista concedida ao TI Master.
Como foi sua trajetória profissional até chegar ao Proderj?
Antes do Proderj, sempre trabalhei na iniciativa privada. Fiquei prestando consultoria para o Ministério Público do Rio de Janeiro durante quatro anos, onde coordenei o projeto de informatização da Central de Inquéritos. Comecei a trabalhar no Proderj no início do governo Anthony Garotinho e em 2000 assumi o cargo de vice-presidente, na gestão do Fernando Peregrino.
No início de 2001, assumi a presidência. Em abril do ano passado, quando o Garotinho deixou o governo do Estado para se candidatar à presidência da República, saí do Proderj e fiquei trabalhando como consultora no Centro de Referência e Inteligência Empresarial da Coppe/UFRJ. Só retornei ao Proderj em janeiro deste ano, novamente como presidente.
Você sempre se interessou por tecnologia?
Sempre me interessei, mas tive um longo período da minha vida em que fui fazendeira, onde não tinha nem luz.
Como foi isso?
Meu primeiro marido é fazendeiro. Quando nós nos casamos, fui morar com ele na roça, no meio do mato, em uma fazenda próxima a Nova Friburgo, onde nasci. Eu já era formada e tinha concluído o curso de especialização. Aí abandonei tudo. É o amor, né?
E como ocorreu sua volta ao mercado de trabalho?
O retorno demandou muito esforço de minha parte por causa da atualização, mas rapidamente voltei a trabalhar. Tive que estudar bastante para entrar no mercado novamente, porque fiquei quatro anos na fazenda, entre 82 e 86. Minha primeira experiência com a Administração Pública foi como presidente do Proderj. Antes disso, no Ministério Público, eu trabalhava apenas como consultora em um projeto. Trabalhar na Administração Pública requer uma disciplina burocrática diferente.
Por quê?
Durante os quatro anos em que fiquei no Ministério Público, eu estava preocupada com os atributos que o banco de dados teria, qual a velocidade dos links, qual seria o desenho dos bancos de dados e agora tenho que me preocupar com os recursos e os processos. Acabo me envolvendo muito com esse lado burocrático. É preciso ter uma visão mais global e estratégica. Como técnico, a visão é focada no produto que está sendo desenvolvido.