18 de novembro de 2004
Dos sistemas para a história do mundo
Quem disse que o profissional de TI só entende de bits e bytes? Conheça melhor o colunista Trajano Leme Filho e sua realização literária
Por Luana Cloper
Paulistano de 28 anos, pós-graduado em Engenharia da Informação pela FASP, Trajano Leme Filho provou neste ano que é dono de muitas facetas. O profissional do departamento de Tecnologia da Informação do Bank Boston, colunista do TI Master e autor de dois livros da área arriscou um passeio pela literatura histórica e está colhendo bons frutos.
Lançado no mês de outubro pela Editora Axcel Books, Os 50 Maiores Erros da Humanidade reúne, em suas 900 páginas, histórias, biografias e eventos que fazem parte da memória do mundo e renderam um bom trabalho de pesquisa para o autor.
O TI Master conversou com Trajano sobre sua trajetória no mercado de TI, a aventura nesse projeto de documentação e seus planos para o futuro. Confira!
Quando e como surgiu seu interesse por tecnologia?
Foi quando eu ainda cursava o ginásio, na época em que o PC XT era uma raridade pela dificuldade de importação dos produtos de tecnologia. Fiz alguns cursos na época, como o de introdução ao Basic (antigo gwbasic), numa dessas escolas ‘data’ alguma coisa. Me lembro de ter feito alguns programas em um micro MSX, sem drive para disquetes e, tempos depois, cheguei a usar um micro da Apple, com a coqueluche do Wordstar.
Depois de algumas dificuldades nas provas de conclusão do curso, cheguei a dizer que "esse negócio de computação é coisa para maluco" e, durante alguns anos, não tive mais contato com tecnologia. Até o dia em que tive acesso a um XT novíssimo e a antiga paixão floresceu novamente. Mas desta vez minhas interações com o micro foram mais práticas.
E como foi a sua trajetória profissional?
Comecei a trabalhar com vendas aos 16 anos de idade. Nunca tive medo do trabalho, talvez seja uma influência da família. Criei então um lema que até hoje determina as minhas ações: "se vou fazer alguma coisa, não importa o que seja, que seja o melhor".
Mas aquela não era minha praia. Gostava mesmo era de informática. Mesmo assim, na hora de ingressar na universidade, ao invés de optar por Ciências da Computação ou Engenharia, acabei fazendo Administração de Empresas. Logo fui trabalhar na Brinks, como trainee e em um ano fui efetivado. Recebi promoções, aumentos, prêmios e troquei de empregos, sempre procurando expandir meus conhecimentos técnicos.
Depois de oito anos, achei que seria importante dar uma guinada na carreira, deixando a área técnica de lado e atuando na área gerencial de TI, administrando recursos de tecnologia, projetos e pessoas.
Fale um pouco sobre seus dois primeiros livros lançados.
Esse era uma sonho antigo. Não se trata de escrever livros de tecnologia, mas sim de publicar uma obra, seguindo a máxima do poeta de que é preciso escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho. Acho que a parte mais difícil eu já fiz! (risos)
O livro Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas, publicado em 2003, foi o resultado de um processo que exigiu muita negociação com a Editora Axcel Books, organização para cumprir prazos e o gostoso trabalho de fazer um pequeno marketing a favor das áreas de TI das empresas, já que a tecnologia é sempre vista como a vilã dos orçamentos.
O segundo livro, Business Intelligence no Microsoft Excel, de 2004, foi menos complicado. As portas da editora já estavam abertas e o assunto era mais ‘quente’ do ponto de vista comercial. Além disso, eu consegui incorporar um tema complexo e amplo (BI), dentro de uma ferramenta comum à quase todos os usuários de TI (Excel).